GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA

Todos os posts relativos ao meu livro GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA! Desde "Como Comprar", a todas as notícias e entrevistas que sairam relativamente ao guia. Se necessitar de mais informações basta entrar em contacto através do e-mail onwild@dophotography.net. Muito obrigado a todos.

MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Desabafo de um fotógrafo de vida selvagem...

Fico desanimado quando regresso a um local que ajudei a construir e constato que este tem vindo a ser destruído sucessivamente. Muitos não chamam de destruição, mas sim de adaptar os poisos às suas necessidades ou às suas prioridades. O que mais me chateia é que para muitos esta atitude é completamente normal, e não se apercebem da enorme falta de respeito que tem para com os outros fotógrafos de vida selvagem e para quem construiu todo o espaço (com sangue, suor e lágrimas). E sim, é uma grande falta de respeito alterar poisos num local que não fomos nós a construir, mas o pior é que para além de os mudarem de local acabam também por os partir para conseguir (mas já lá chego).

Antes de continuar o desabafo, e para facilitar quem não conhece bem estas andanças, vou dar uma pequena explicação. Um comedouro/bebedouro com um abrigo e de acesso à maioria dos fotógrafos está desenhado para satisfazer todos os fotógrafos. Isto é, apresenta locais para conseguirmos fotografar todas as espécies que podem surgir. Os pequenos passeriformes devem ser fotografados nos ramos mais pequenos, pois as aves devem preencher mais da fotografia do que os restantes elementos naturais e depois porque é mais apelativo observar as suas pequenas patas a agarrarem os troncos pequenos, e não um tronco gigante. Eis um pequeno exemplo:



Depois existem os troncos grandes para fotografar as espécies maiores, como os pica-paus ou como a trepadeira-azul. Nestes troncos as aves mais pequenas também acabam por poisar, no entanto, cabe ao fotógrafo conseguir determinar quais os melhores spots para as fotografar e evitar fotografá-las nestes troncos grandes. Estes troncos tentam levar as aves a manter comportamentos naturais, como as trepadeiras à procura de alimento e a escondê-lo na casca. E por isso é preciso paciência para conseguir obter as melhores fotografias, em especial das aves grandes que nem sempre poisam onde as queremos. Eis um exemplo:


E ainda temos a questão do sol. O sol, ou a Terra, variam ao longo do ano mas também ao longo do dia. Teremos poisos com sol logo às nove da manhã mas que estão à sombra às onze, e outros que apenas ficam ao sol às onze. Se tivermos paciência apontamos apenas para a região onde o sol bate e tiramos boas fotos, e como existem muitos poisos conseguimos ir rodando com o sol e continuar a tirar boas fotografias ao longo do dia. Caso tenham apenas um poiso, terão apenas uma margem muito curta para conseguir boas fotografias. Este poiso encontrava-se à esquerda do abrigo e apenas era iluminado depois do sol passar pela traseira do abrigo.


Aqui está o grande dilema. Quando algum dito fotógrafo de vida selvagem, um autêntico expert na matéria, decide partir todos os tronquinhos pequeninos porque apenas lhe interessa fotografar uma espécie e acaba por estragar o trabalho de meses para os restantes fotógrafos. E quando chega outro expert e continua a fazer alterações ao seu gosto, e no dia seguinte chega outro, e depois outro, e assim sucessivamente. Quando regressamos ao local todas as alterações transformam este local de excelência para a fotografia, numa autêntica porcaria. Sim, dá para fotografar as aves grandes, as tais que tanto pretendem mas que depois nunca conseguem porque não tem paciência para ficar lá dias fechados. Mas as restantes aves, que para muitos dos experts são aves banais e que não tem interesse, acabam por deixar de ter poisos para fotografar, e os que as querem fotografar ou nunca fotografaram acabam por ter dificuldade em fazê-lo. Depois há ainda a questão da coloração dos poisos e do corte dos mesmos. A primeira questão é que os poisos devem ser escuros, se forem brancos acabam por ficam todos “queimados” com o sol (na fotografia), e muitos dos novos poisos que surgiram são precisamente brancos (e eu recuso-me a fotografar nestes poisos). E a última questão é que os poisos não devem apresentar cortes, quer seja com uma serra ou uma tesoura de poda, devem estar o mais natural possível. Evitando estarem partidos ou com outras características que não sejam apelativas para a fotografia. Eis um exemplo dos troncos que foram colocados no inicio do abrigo, durante a fase de testes e que foram depois substituídos quando melhores foram encontrados. 





Já fui criticado muitas vezes por estes experts por alegadamente não saber o que estou a fazer. No entanto, podem verificar a minha galeria de fotografias e constatam tudo o que acabei de dizer. Aves pequenas ficam melhores em troncos pequenos, e aves grandes em troncos grandes. Se virem as horas das fotografias também constatam que começava a fotografar com o nascer do sol e ficava até 4 horas depois, e que as aves aparecem em poisos diferentes, pois estes ficavam disponíveis consoante a direcção da luz. De lembrar ainda que estamos num parque natural e que não devemos cortar árvores e plantas vivas, todos os poisos demoraram meses a encontrar, pois apresentavam características únicas e nenhum deles foi cortado. A introdução de poisos de outros locais também é desaconselhável, pois pode tornar-se uma infestante. O problema é que se visitar o local neste momento vai-me chamar de maluco, mas devo de dizer que todos os tronquinhos pequeninos de que eu falo já desapareceram. Assim como alguns dos melhores poisos que foram colocados, e assim, não conseguem compreender perfeitamente do que falo. Apenas eu fico triste e desanimado.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Skye passeia pela Serra da Lousã

A Skye detesta andar de carro. Mas como tem donos que adoram passear não tem outra solução se não ir passear também. Nestas mini-férias fomos passear até à Serra da Lousã. Para além dos disparates habituais, teve direito a um pequeno vídeo.



A Skye a passear na Serra da Lousã

Skye na Praia

As idas à praia da Skye são sempre uma constante emoção. Desde correr atrás de uma simples bola, a escavar um buraco incessantemente até finalmente chegar à Austrália...mas também no medo da água, neste caso, das ondas.

Em vez de escrever sobre isso, deixo aqui dois pequenos vídeos que realizei na praia com a Skye. O primeiro foi o mais recente, foram três dias de praia intensos. O segundo foi durante as férias de verão.

Skye na Praia #1



Skye na Praia #2



Parte técnica dos vídeos.
Filmados com recurso a uma GoPro.
Editados com o GoPro Studio (#2) e com o Adobe Premiere (#1).

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Anilhagem na Fundação Calouste Gulbenkian (2014)

Pormenor das redes de anilhagem.
Os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian encontram-se no centro da maior cidade de Portugal, Lisboa. Este foi o local escolhido para realizar uma sessão de anilhagem com a equipa do LabOr. As aves citadinas não são apenas pombos e pardais, existe uma panóplia de aves selvagens a habitar os nossos jardins. A anilhagem científica de aves é uma técnica utilizada em ornitologia que consiste na aplicação de uma anilha numerada e exclusiva no tarso de uma ave. Esta anilha permite estudar aspetos da biologia, ecologia, comportamento, e movimentos das aves selvagens. No entanto, o estudo mais importante é a migração das aves. Anilhar aves num dado local, e recapturá-las posteriormente num outro contexto geográfico, permitirá conhecer as suas áreas de origem e de destino. Anilhar, medir, pesar, observar, analisar e registar, tudo foi devidamente explicado, permitindo aos participantes aprenderem detalhes da biologia e ecologia de aves. Para o ano há mais. Não percam esta oportunidade extraordinária. (Mais informações sobre a anilhagem neste link).

Pormenor das redes de anilhagem.

Explicação do Dr. João Eduardo Rabaça sobre a anilhagem.

Explicação do Dr. João Eduardo Rabaça sobre a anilhagem.

Explicação do Dr. João Eduardo Rabaça sobre a anilhagem.

Explicação do Dr. João Eduardo Rabaça sobre as redes de anilhagem.

Dr. João Eduardo Rabaça a anilhar um melro-preto (Turdus merula).

Anilhagem de um gaio (Garrulus glandarius)




Calendário Quercus (2013)

Em 2013 a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) realizou um calendário para comemorar o Ano Internacional para a Cooperação pela Água.



sábado, 8 de novembro de 2014

Ave do Mês de Novembro de 2014: Tordo-comum – Turdus philomelos.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

A ave do mês de Novembro de 2014: Tordo-comum – Turdus philomelos.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

O tordo-comum (Turdus philomelos) é um visitante raro dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. O único local onde consegui observá-lo foi perto de uma das ribeiras, mais concretamente perto da ponte de pedra que tem uma cascata por baixo. É uma ave que frequenta o solo à procura de alimento. Fugindo com a presença humana ou ruídos estranhos.

Ave do Mês de Outubro de 2014: Pombo-torcaz – Columba palumbus

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

A ave do mês de Outubro de 2014: Pombo-torcaz – Columba palumbus.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/
 
O pombo-torcaz (Columba palumbus) é maior que o pombo-domestico, mais comum e habituado à presença humana. Este grande columbídeo é tímido e foge ao mínimo sinal de perigo. Nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian é possível observá-los em locais com abundante vegetação, ou perto do grande lago para onde eles se deslocam para beberem água.

Ave do Mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

A ave do mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.


https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

A espécie mais comum nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, o pardal-doméstico (Passer domesticus). É comum observá-los junto às esplanadas dos cafés, sempre à procura de restos de alimentos. Também se encontram facilmente junto ao parque de merendas ou no anfiteatro de pedra.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

Ave do Mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminés – Hirundo rustica.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

A ave do mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminés – Hirundo rustica.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
 
A mais comum das andorinhas, a andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica), atravessa frequentemente os céus dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. É habitual serem observadas a recolher lama nas margens do grande lago durante a época de reprodução.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
  
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
  
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

Ave do Mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551

A ave do mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
 
A alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) prefere os locais mais húmidos ou locais junto a ribeiras. Embora os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian se encontrem bem no centro da cidade de Lisboa, rodeados de prédios e estradas, existem três pequenas ribeiras totalmente artificiais que desaguam num grande lago central. Nestes locais privilegiados as alvéolas procuram por alimento, sempre possível observá-las junto às margens do lago, às margens das ribeiras e por vezes a passearem nos relvados.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
 

Ave do Mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

A ave do mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/
 
O andorinhão-preto (Apus apus) cruza os céus dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian a alta velocidade. As suas vocalizações em pleno voo podem confundi-los com as famosas andorinhas. No entanto, o andorinhão-preto apresenta um voo mais rápido e ágil. As suas asas formam uma meia-lua, nas andorinhas as asas são triangulares. Quando passearem pelos jardins olhem para o céu de forma a observarem este maravilhoso espectáculo natural.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

Ave do Mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus

http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html

A Ave do Mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/


Esta pequena ave, chamariz ou milheirinha (Serinus serinus) utiliza o topo das árvores para vocalizar, especialmente ao nascer do sol. É frequente avistá-la a voar de árvore em árvore ou junto a fontes de água. Por ser granívora, necessita de ingerir bastante água, esta poderá ser a melhor forma de o observar nos jardins da fundação Calouste Gulbenkian.
 
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html

Ave do Mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

A Ave do Mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major
http://therocky41.blogspot.pt/2014/02/um-mesuma-ave.html
A ave do reinício da campanha foi o chapim-real. Um ano de campanha já passou, nele tivemos a oportunidade de conhecer 12 aves que habitam os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, mas ainda há mais espécies para conhecer. O mês de Março marca o início da época de reprodução, por isso, foi seleccionada uma das aves mais vocais da Europa.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

Outro Mês...Outra Ave




A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e a Universidade de Évora apresenta pelo segundo ano nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "OUTRO MÊS....OUTRA AVE".
Todos os meses será apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. Galeria com todas as espécies.

Lista ordenada das espécies:
A ave do mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major. 
http://therocky41.blogspot.pt/2014/11/ave-do-mes-de-marco-de-2014-chapim-real.html
A ave do mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html
A ave do mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus. 
A ave do mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-junho-de-2014-alveola.html
A ave do mês de Julho de 2014: Pato-real – Anas platyrhynchos.
http://therocky41.blogspot.pt/2014/08/a-ave-do-mes-de-julho-o-pato-real.html
A ave do mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminés – Hirundo rustica.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-agosto-de-2014-andorinha.html
A ave do mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-setembro-de-2014-pardal.html
A ave do mês de Outubro de 2014: Pombo-torcaz – Columba palumbus.
A ave do mês de Novembro de 2014: Tordo-comum – Turdus philomelos.
A ave do mês de Dezembro de 2014: Lugre - Carduelis spinus
A ave do mês de Janeiro de 2015: Alvéola-branca - Motacilla alba
A ave do mês de Fevereiro de 2015: Chapim-carvoeiro - Periparus ater