GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA

Todos os posts relativos ao meu livro GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA! Desde "Como Comprar", a todas as notícias e entrevistas que sairam relativamente ao guia. Se necessitar de mais informações basta entrar em contacto através do e-mail onwild@dophotography.net. Muito obrigado a todos.

MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

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sábado, 6 de janeiro de 2018

O Guia nas notícias

Estimados Amigos!!



A aventura do guia multiplicou-se em várias entrevistas e notícias nos jornais e revistas nacionais (algumas em formato papel), mas também algumas entrevistas para TV e rádio, algumas estão agendadas para as próximas semanas. Mas aqui ficam algumas das que se encontram online.


O Guia encontra-se à venda na livraria Agrolivro situada no edifício principal do Instituto Superior de Agronomia na Tapada da Ajuda, Lisboa. O preço de venda é de 25€. Poderá encomendar através do correio electrónico agrolivro@gmail.com ou através do telefone 21 365 33 05.

Muito obrigado mais uma vez!

Diogo Oliveira

Livro "Guia de Fauna da Tapada da Ajuda"

O “Guia de Fauna da Tapada da Ajuda”…nem sei por onde começar… Foi uma grande aventura, desde o primeiro dia em que o imaginei até ao último dia, o dia da apresentação. Pelo meio tive que lidar com muitas curvas e contracurvas perigosas, mas depois de ultrapassados todos os problemas que foram surgindo durante o desenvolvimento… aqui está ele:


O guia está separado em cinco classes de vertebrados: aves, mamíferos, anfíbios, répteis e finalmente as espécies exóticas onde se incluem aves, répteis e a classe final dos peixes. O guia conta com um total de 130 espécies e mais de 250 fotografias a ilustrá-lo. De forma a facilitar a sua leitura o guia contêm várias Para cada espécie existe uma ficha identificativa com as respectivas fotografias e alguma informação, como a biologia, dieta, distribuição, calendários e outros aspectos importantes para quem gosta de observação e quer aprofundar os seus conhecimentos sobre as espécies. No entanto, o melhor é mesmo folhear o guia para verificar todos estes detalhes.

O guia poderá ser adquirido na livraria Agrolivro, situada no edifício principal do Instituto Superior de Agronomia na Tapada da Ajuda. O preço do mesmo é de 25€.


Gostaria de agradecer à excelente equipa multidisciplinar criada em tempo recorde e que me ajudou, aconselhou e acompanhou durante todo o desenvolvimento do guia, desde o dia do convite até ao último dia. Quero por isso expressar os meus sinceros agradecimentos à Drª. Leonor Morais Cecílio, à Drª. Sara Amâncio, à Drª. Dalila Espirito Santo, à Drª. Ana Luisa Soares, à Drª. Ana Monteiro, à Drª. Ana Leal, ao Dr. Jorge Palmeirim e ao Dr. Rui Rebelo. Mas também ao Américo Rosa pelas revisões ortográficas do português e ao Dave Tucker pelas revisões ortográficas do inglês.

Agradecer o apoio do Instituto Superior de Agronomia, da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa, da Associação para o Desenvolvimento do ISA (ADISA), da ISAPress, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e finalmente agradecer à Junta de Freguesia de Alcântara.


Sem esquecer a Susana Pina da livraria Agrolivro situado no ISA que nos ajudou no dia de lançamento do guia permitindo aos convidados adquirir o guia mas também pelo seu incansável apoio na venda do guia de forma a chegar a todos vocês.

A família! Sem o apoio incondicional da minha família não teria sido possível editar este livro. Agradecer todo o apoio em todos os momentos do desenvolvimento deste guia.


Aos amigos por todo o apoio e paciência…aos fotógrafos pelas largas horas passadas nos abrigos a tentar fotografar as várias espécies presentes no guia, aos biólogos que tiveram a paciência nas várias saídas de campo à procura daquele anfíbio ou daquele réptil, aos amigos de longa data por todas as mensagens de apoio e pela confiança depositada em mim. E por fim a todos os fotógrafos de vida selvagem que procuram mostrar ao público o que Portugal tem para oferecer ao mesmo tempo que ajudam a conservar a fauna e habitats.

Diogo Oliveira
www.therocky41.wix.com/wildlife

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Onde Comprar o Guia de Fauna da Tapada da Ajuda

Estimados Amigos!!


O Guia encontra-se à venda na livraria Agrolivro situada no edifício principal do Instituto Superior de Agronomia na Tapada da Ajuda, Lisboa. O preço de venda é de 25€.

Poderá encomendar o livro e este será enviado por correio (acresce o valor dos portes de envio). Para mais informações deverá entrar em contacto através do correio electrónico agrolivro@gmail.com ou através do telefone 21 365 33 05.


Muito obrigado mais uma vez!

Diogo Oliveira

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Data Lançamento: Guia de Fauna da Tapada da Ajuda

Estimados Amigos!!


Finalmente as tão aguardadas notícias! O Guia vai sair na próxima semana, a tempo de ainda ser embrulhado e oferecido pelo Natal.


Na próxima semana terá lugar o lançamento do livro "Guia de Fauna da Tapada da Ajuda" da autoria de Diogo Oliveira. A apresentação, a cargo do professor José Lima Santos, está marcada para as 17h30 do dia 20 de Dezembro (quarta-feira) no Salão Nobre do Edifício Principal do Instituto Superior de Agronomia, Lisboa.

O livro é o resultado do projeto que concretizei com o Instituto Superior de Agronomia, e que pretende acrescentar valor a um dos locais mais fascinantes de Lisboa, a Tapada da Ajuda.


Será um prazer contar com a V. presença!

Diogo Oliveira

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Skye passeia pela Serra da Lousã

A Skye detesta andar de carro. Mas como tem donos que adoram passear não tem outra solução se não ir passear também. Nestas mini-férias fomos passear até à Serra da Lousã. Para além dos disparates habituais, teve direito a um pequeno vídeo.



A Skye a passear na Serra da Lousã

Skye na Praia

As idas à praia da Skye são sempre uma constante emoção. Desde correr atrás de uma simples bola, a escavar um buraco incessantemente até finalmente chegar à Austrália...mas também no medo da água, neste caso, das ondas.

Em vez de escrever sobre isso, deixo aqui dois pequenos vídeos que realizei na praia com a Skye. O primeiro foi o mais recente, foram três dias de praia intensos. O segundo foi durante as férias de verão.

Skye na Praia #1



Skye na Praia #2



Parte técnica dos vídeos.
Filmados com recurso a uma GoPro.
Editados com o GoPro Studio (#2) e com o Adobe Premiere (#1).

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Calendário Quercus (2013)

Em 2013 a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) realizou um calendário para comemorar o Ano Internacional para a Cooperação pela Água.



terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Cão: Resgatei um cão abandonado

O cão: Resgatei um cão abandonado
 
 
Esta é uma nova série de artigos que irei publicar sobre os problemas que enfrentei devido à cadela Skye que resgatei de uma estrada nacional. Tentarei abordar este tema de uma forma diferente do normal, isto porque sou biólogo e tenho um gosto especial pelos felinos (gatos), e também porque nunca quis um cão (principalmente devido à falta de espaço e de tempo). A ideia para este tema, ao contrário do que se possa imaginar, não foi o facto de ter de lidar com a cadela diariamente, mas sim lidar com a sociedade.
 
Começando pelo inicio, o que fazer ao encontrar um cão abandonado. Nalguns locais é usual os cães passearem pelos terrenos em redor das casas, regressando mais tarde à sua casa, sendo difícil distinguir quais se encontram realmente abandonados ou perdidos dos que andam simplesmente a passear. Ao encontrar um cão a deambular à beira da estrada a primeira coisa a fazer é chamar o cão. Aí deve ter em atenção dois fatores, se o cão foge em direção a casa ou se o cão vem ao nosso encontro. Para os que fogem desesperadamente em direção a casa, nesses casos basta acompanhar o cão até à casa e aí perguntar se o cão pertence à casa. A última reação é sinal de que o cão precisa da nossa ajuda, embora alguns fujam devido ao medo, a maioria aproximar-se-á do ser humano pois compreende que este significa comida e água. Neste caso podem ocorrer duas possibilidades, ou o cão está perdido ou foi abandonado. A primeira reação será perguntar em todas as casas perto do local onde encontrou o cão se este pertence a alguém. Caso não haja nenhuma resposta positiva, será necessário deslocar-se até ao posto da GNR mais próximo e reportar o incidente. Atenção: a GNR irá ajudar na resolução do problema, mas nunca irá abrigar o cão, teremos de ser nós a cuidar do cão. A única solução imediata que a GNR pode oferecer é transportar o cão para o canil municipal. Aí o cão enfrenta outro problema, a sobrepopulação dos canis, ou seja, caso não seja encontrado o dono numa semana o cão poderá ser abatido.
 
 
Atualmente muitos dos cães possuem chip. O problema do chip é que é necessário ir a um veterinário para descobrir se o cão possui chip ou não, caso possua chip o próprio veterinário consegue aceder aos dados e contactos do dono do cão, ou da veterinária que colocou o chip. A maioria das informações contidas no chip encontram-se na base de dados na junta de freguesia onde reside o dono do cão, mas também devem constar de bases de dados online. O problema é que muitos donos apenas registam o seu cão na junta de freguesia. Desta forma é mais difícil descobrir as informações dos donos, pois teremos de contactar todas as juntas de freguesia ou o canil municipal. No entanto, existem casos raros onde o cão é abandonado e possui chip. Nestes casos é necessário contactar o dono e esclarecer porque abandonou o cão, no meu caso foi o canil municipal de Loures que intercedeu junto do dono e me informou que este não estaria disponível para ficar com a Skye. O problema quando um cão é abandonado com chip é que quem o encontra não pode ir ao veterinário com o cão, isto porque é necessário o consentimento do dono… A solução é o dono passar um certificado em como nos “cede” o cão, passando a ser quem resgatou o cão a pessoa responsável pelo mesmo. No final é necessário também alterar os dados do chip, para além das despesas no veterinário.
 
Como calculam ninguém no seu perfeito juízo irá entregar o canídeo à pessoa que o abandonou, pois este poderá ser novamente abandonado ou maltratado. O que fazer a quem abandonou o cão? Depois desta história toda, apercebi-me que mesmo com a história dos chips os nossos animais de estimação continuam muito desprotegidos dos maus tratos que sofrem às mãos de certos humanos.



Fauna e o Homem

 
Fauna e o Homem
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7


Esta nova ideia surgiu depois de ouvir as pessoas a queixarem-se dos animais com que lidam diariamente quando vão para o campo ou quando vivem no campo. A ideia é em poucas palavras explicar e desmistificar algumas das nossas espécies.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Mitos
. Aqui serão retratados mitos sobre os animais que são contados de pais para filhos e que passaram já muitas gerações, sendo difíceis de combater pois estão enraizados na nossa cultura;
. Existem inclusive diversas musicas que falam sobre os animais de forma errada, a mais conhecida é a ‘Atirei o pau ao gato’, remetendo para a violência sobre os animais;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Prós
. Tudo o que animal trás de bom para o ser humano, quer seja no meio do campo ou no meio da cidade;
. Quando a vida selvagem acompanha o ser humano para o centro das cidades surgem uma nova série de mitos, provenientes do medo e do desconhecimento;
 
Contras
. Nem todas as espécies possuem prós, algumas possuem alguns contras;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Missão: Lagartixa-de-dedos-denteados

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/5.6  1/125 seg.  ISO 100  100 mm
A lagartixa-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythrurus) é uma das mais rápidas, especialmente em areal aberto. Neste caso, fotografei-a numa zona de matos baixos, com muitas rochas e um substrato arenoso, mais duro que as típicas dunas que costumam frequentar. Conhecendo a espécie sabia que tinha de ter muita paciência, pois fogem e desaparecem muito rapidamente. Em dias de calor ficam ainda mais ativas e mais difíceis de fotografar. Com as temperaturas a chegar aos 36ºC, esta lagartixa preferia descansar à sombra e evitava os locais com exposição ao sol.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/4  1/1000 seg.  ISO 100  100 mm
Num determinado momento acabou por atravessar o caminho e viu-se obrigada a parar num local exposto ao sol. Aí fez algo pelo qual não esperava, escavou um bocado o solo mesmo debaixo da barriga. Assentou a barriga no chão e levantou as quatro patas (fotografia em baixo). Tudo isto para evitar o chão quente que pode provocar lesões nas patas e torna-la mais lenta quando precisar de fugir de algum predador.


https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629955688946
EXIF  F/4  1/1600 seg.  ISO 100  100 mm

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Capa do Guia de Fauna Silvestre da Tapada da Ajuda

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
O guia de Fauna Silvestre da Tapada da Ajuda foi um projeto que comecei a desenvolver quando ainda era estudante de Biologia do Instituto Superior de Agronomia. A principal razão foi a falta de um suporte em papel que ajudasse a identificar todas as espécies de vertebrados presentes na Tapada da Ajuda durante os meus passeios pela tapada. Terminado o mestrado em Biologia da Conservação pela Universidade de Évora decidi retomar este projeto e finalmente terminá-lo. A data de lançamento ainda não é conhecida (mas no final do ano saberei mais detalhes). Entretanto tenho trabalhado na realização das fichas das espécies e na obtenção das fotografias que faltam (trabalho de secretária nos dias de chuva e trabalho de campo nos dias de sol). Espero que gostem desta pequena amostra. Darei novidades aqui pelo blog.
 
Em baixo podem ver uma das fichas (com o texto desfocado para guardar surpresa), neste caso da espécie Nycticorax nycticorax, o goraz ou garça-noturna.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7

Artigo: Grou

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Os grous (Grus grus) podem chegar a medir 245 cm de comprimento de asas. Esta grande e elegante ave forma grandes bandos durante o inverno. Esta tática permite que as aves percam menos tempo a vigiar por sinais de perigo (predadores) e disponham de mais tempo para procurarem alimento. O número elevado de grous significa mais cabeças a vigiar, por isso, podem alimentar-se durante mais tempo mas mantendo o mesmo nível de segurança. No entanto, grandes bandos de aves levam ao aumento dos conflitos entre indivíduos pelo acesso aos melhores locais de alimentação.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361

Reproduzem-se no norte da Europa, e a migração toma dois rumos. Parte da população migra para a região este do mar mediterrânico e a outra parte da população migra para oeste do mar mediterrânico. Mais concretamente, as regiões da península ibérica e norte de África. A migração ocorre para escaparem aos invernos rigorosos do norte da Europa, na busca de melhores condições de alimentação. Chegam a concentrar-se cerca de 3000 aves em todo o território nacional. A maioria destas aves instala-se na região alentejana, perto da fronteira com a Extremadura espanhola.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
 

Procuram zonas cultivadas, pousios, pastagens naturais e montados, geralmente zonas pouco densas e com poucos matos. Locais onde se podem alimentar de matéria vegetal. Os principais alimentos ingeridos consistem em raízes, rizomas, tubérculos, folhas, caules e sementes. Na região alentejana alimentam-se preferencialmente de bolotas e de cereais. Podem também alimentar-se de invertebrados e anfíbios. Nas áreas de reprodução chegam a incluir na sua dieta pequenos mamíferos, peixes, ovos e crias de aves. Os grous tendem a concentrar-se nos locais mais favoráveis e com melhores condições de alimentação. Sendo fiéis aos locais, regressando ano após ano.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Ao cair da noite os bandos concentram-se num mega bando para voarem em segurança para os dormitórios. Chegam a concentrar-se mais de 400 indivíduos num único bando. Estes locais são frequentemente associados à água, como açudes e charcas pouco profundas. Locais tranquilos. Longe de casas ou estradas. Com boa visibilidade. Declive pouco acentuado e pouca vegetação. Preferindo margens pouco profundas de rios ou albufeiras, onde pernoitem em grandes bandos e em segurança. 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157628263456361
Fotografar os grous é uma tarefa complicada. É difícil aproximarmo-nos o suficiente ou escolher o local adequado para colocar um abrigo fotográfico. Pois eles escolhem os locais de alimentação consoante lhes dá na cabeça. Nunca regressam no dia seguinte, mas podem regressar dois ou três dias depois. Adivinhar esse dia pode ser complicado.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Artigo: Cobra-lisa-meridional

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624
 
As serpentes não são os animais mais fofinhos e mais adorados. Talvez as aves e alguns mamíferos desempenhem melhor este papel. As serpentes também não trazem público, aliás acho que afastam o público dos blogs e das galerias de fotografias. É intrínseco o medo pelas serpentes, quer seja por demasiados documentários sobre serpentes gigantes ou pelos mitos passados de geração em geração. Mas como eu não gosto de seguir as tendências, aqui vai mais um artigo sobre uma serpente.
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624

Neste caso sobre a cobra-lisa-meridional (Coronella girondica). Este ofídio de pequeno tamanho atinge apenas os 70 cm de comprimento. Possui hábitos crepusculares ou noturnos, permanecendo debaixo de pedras durante o dia. Pode ser observada durante o dia com céu nublado e às primeiras horas da manhã. O pico de atividade ocorre entre março e novembro, embora permaneça o ano todo ativa.
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624

A biologia reprodutiva é desconhecida. Os adultos alimentam-se de lagartos, osgas, fura-pastos e pequenas cobras, no entanto os juvenis alimentam-se de insetos e outros invertebrados. Esta espécie possui vários predadores, aves de rapina (como a águia-cobreira e a águia-de-asa-redonda), outras cobras (cobra-de-escada, cobra-rateira e víbora-cornuda) e alguns mamíferos (javali e pequenos carnívoros). É uma espécie pacífica que raramente morde (sendo inofensiva). O mecanismo de defesa é a secreção de uma substância de odor desagradável expelida pela glândula cloacal.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157629518657624

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Artigo: Sapo-de-unha-negro

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
O sapo-de-unha-negra (Pelobates cultripes) é um caso único na Península Ibérica. Este pequeno anfíbio possui uma característica muito especial, uma “unha negra” nas patas traseiras. A utilização desta unha é alvo de grande debate, por um lado pode ser uma ferramenta de um ancestral já inutilizada ou uma ferramenta utilizada para escavar para fugir a predadores. É uma espécie endémica da Península Ibérica abundante em zonas de montado e em habitats de solos arenosos.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
Reproduz-se em charcas, lagos, charcos temporários ou poças da chuva de águas paradas e que mantenham um nível adequado de água durante alguns meses. De forma a permitir a conclusão do ciclo aquático e a correspondente metamorfose (transferência para terra). Estas massas de água devem ser livres de grandes predadores, como peixes ou o lagostim-vermelho-do-Louisiana. As primeiras chuvas de outono são o sinal ecológico para o início da reprodução. Começa assim uma migração para as charcas adequadas. As geadas e a neve que ocorre a Norte da Península Ibérica impossibilitam a reprodução, adiando-a para o começo da primavera (Fevereiro a Maio) quando as temperaturas aumentam e as chuvas continuam.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/
A principais ameaças são a contaminação e poluição das águas por produtos agrícolas ou pelo excedo de gado nos terrenos, mas também são ameaçados pela introdução de espécies exóticas (de peixes e do lagostim-vermelho-do-Louisiana) e pelo atropelamento durante as pequenas migrações até às melhores charcas ou entre charcas.
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/

http://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157632638460707/with/10704868525/

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Artigo: Grifo


Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/800 seg. ISO-400  400mm

O grifo (Gyps fulvus) é uma necrófaga de grande porte, mais pequena que o abutre-preto (Aegypius monachus). Alimenta-se de carcaças de mamíferos de médio ou grande porte (mortos), preferindo os músculos e as vísceras. Estes podem ser selvagens (veado, gamo, javali) ou domésticos (vacas, cabras, ovelhas, porcos). Procura alimento em zonas abertas com poucas árvores onde consegue aterrar e levantar em segurança. Prefere planícies, montanhas ou planaltos montanhosos e evita zonas florestadas ou com densa vegetação, tal como zonas húmidas.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm

Na região da ZPE Moura-Mourão-Barrancos é comum observar colunas de grifos a rodopiar, apanhando as correntes ascendentes de ar quente que se formam pela manhã. Raramente batem as asas, preferindo planar longas distâncias sem consumir energia necessária ao voo normal. Dormem em grupo em escarpas ou em afloramentos rochosos montanhosos. Por vezes, estes locais correspondem aos locais de nidificação ou perto dos locais de alimentação. Levanta voo com o aumento da temperatura que cria as necessárias correntes ascendentes, propícias para planar.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/640 seg. ISO-400  400mm

CAMPANHA ZERO POISON FOR LIFE
O uso ilegal de venenos para controlar populações de predadores permanece uma prática corrente e silenciosa que afeta todos os anos centenas de animais domésticos e selvagens, muitos destes últimos com elevado estatuto de conservação.

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/640 seg. ISO-400  400mm

O CEAI é uma Organização Não Governamental de ambiente, sem fins lucrativos, sediada em Évora, no sul de Portugal. Fundado a partir do entusiasmo e pela paixão pela natureza de um grupo de jovens, o CEAI tem hoje mais de 20 anos de existência e é responsável pela implementação de diversos projetos de conservação da natureza, caracterizados pelo forte envolvimento das comunidades locais e na compatibilização das atividades humanas com a preservação do património natural.


Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm

Apesar dos efeitos nefastos sobre o homem e a natureza, o uso de venenos como método de controlo das populações de predadores foi durante muitos séculos uma prática legal. Hoje em dia este método é considerado ilegal, devido à sua não seletividade, às consequências imprevisíveis que tem e à existência de alternativas.
O cão, a raposa, o abutre preto, a águia imperial ibérica, o milhafre real ou o lince ibérico, são apenas alguns dos animais particularmente sensíveis ao uso de venenos.
Mais informações sobre a campanha em: http://www.indiegogo.com/projects/zero-poison-for-life

Galeria do Grifo no Flickr
EXIF  f/8  1/500 seg. ISO-400  400mm


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Artigo: Cagarra


EXIF  f/8  1/2000  ISO-500
150mm  6.5m

A cagarra ou pardela-de-bico-amarelo, Calonectris diomedea, foi a ave do ano em 2011. É uma ave pelágica, isto significa que vive toda a sua vida a sobrevoar os oceanos, deslocando-se a terra apenas para nidificar.



EXIF  f/8  1/1600  ISO-500
150mm  20.8m

É uma das pardelas mais comuns na costa portuguesa, sendo possível observá-las a partir da costa, nomeadamente a partir de vários cabos, cabo Raso, Carvoeiro, Espichel ou São Vicente. É facilmente identificável devido ao seu bico amarelo e pela sua coloração, possuindo um enorme contraste entre o branco do ventre e o castanho do dorso. Podem viver até aos 50 anos, atingindo a maturidade sexual entre os 5 e os 8 anos, quando regressam a terra pela primeira vez para nidificar. As aves juvenis regressam ao mesmo local onde nasceram para procurar companheiro (a) e nidificar. Portugal possui a maioria da população reprodutora desta espécie que nidifica nos Arquipélagos da Madeira, dos Açores e da Berlenga, e urge por isso em protegê-la das várias ameaças a que se encontram sujeitas.

EXIF f/8 1/1000 ISO-500
500mm  17.5m

 
É a maior ave da família Procellariidae, com uma envergadura de asas que pode alcançar os 125 cm e um comprimento máximo de 56 cm, pesando cerca de 650 gramas. As fêmeas são mais pequenas que os machos, mas quando observados a sobrevoar os oceanos é difícil de distingui-los e inclusivamente difícil de determinar a idade das aves.


EXIF f/9  1/1250 ISO-500
247mm  12.8m


A sua alimentação consiste em peixes, cefalópodes e crustáceos. Quando o tempo está calmo possuem um voo desinteressante, mas quando o vento é forte planam velozmente na camada de ar à superfície da água, rasgando o vento e aproveitando as correntes de ar criadas pelas ondas a deslocar-se. É possível por vezes observá-los a tocarem com a ponta das asas na água durante as viragens.

EXIF f/8 1/1000 ISO-400
500mm  17.5m


A cagarra nidifica exclusivamente em ilhas, utilizando cavidades, grutas e buracos escavados por outras espécies. Por vezes, nidificam no solo entre a vegetação ou em abrigos artificiais. Os ninhos asseguram proteção contra o calor e os predadores, mas a introdução de novos predadores, como os gatos e as ratazanas, tem levado à diminuição do sucesso reprodutor das espécies habituadas a nidificar em ilhas. Vivem em colónias e sincronizam a postura para que as crias nascem ao mesmo tempo. Acasalam para toda a vida, no entanto colocam apenas um ovo por ano e se o perderem apenas se reproduzem no ano seguinte. A incubação demora sensivelmente 52 dias, as crias estão prontas a abandonar o ninho passados mais 90 dias. Pouco se sabe dos locais de invernada e os dados disponíveis sugerem que permaneça no Oceano Atlântico, podendo por vezes chegar ao Oceano Índico.

EXIF f/8 1/1250 ISO-400
267mm  12.8m