GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA

Todos os posts relativos ao meu livro GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA! Desde "Como Comprar", a todas as notícias e entrevistas que sairam relativamente ao guia. Se necessitar de mais informações basta entrar em contacto através do e-mail onwild@dophotography.net. Muito obrigado a todos.

MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Fauna e o Homem

 
Fauna e o Homem
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7


Esta nova ideia surgiu depois de ouvir as pessoas a queixarem-se dos animais com que lidam diariamente quando vão para o campo ou quando vivem no campo. A ideia é em poucas palavras explicar e desmistificar algumas das nossas espécies.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Mitos
. Aqui serão retratados mitos sobre os animais que são contados de pais para filhos e que passaram já muitas gerações, sendo difíceis de combater pois estão enraizados na nossa cultura;
. Existem inclusive diversas musicas que falam sobre os animais de forma errada, a mais conhecida é a ‘Atirei o pau ao gato’, remetendo para a violência sobre os animais;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Prós
. Tudo o que animal trás de bom para o ser humano, quer seja no meio do campo ou no meio da cidade;
. Quando a vida selvagem acompanha o ser humano para o centro das cidades surgem uma nova série de mitos, provenientes do medo e do desconhecimento;
 
Contras
. Nem todas as espécies possuem prós, algumas possuem alguns contras;
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Artigo: Cagarra


EXIF  f/8  1/2000  ISO-500
150mm  6.5m

A cagarra ou pardela-de-bico-amarelo, Calonectris diomedea, foi a ave do ano em 2011. É uma ave pelágica, isto significa que vive toda a sua vida a sobrevoar os oceanos, deslocando-se a terra apenas para nidificar.



EXIF  f/8  1/1600  ISO-500
150mm  20.8m

É uma das pardelas mais comuns na costa portuguesa, sendo possível observá-las a partir da costa, nomeadamente a partir de vários cabos, cabo Raso, Carvoeiro, Espichel ou São Vicente. É facilmente identificável devido ao seu bico amarelo e pela sua coloração, possuindo um enorme contraste entre o branco do ventre e o castanho do dorso. Podem viver até aos 50 anos, atingindo a maturidade sexual entre os 5 e os 8 anos, quando regressam a terra pela primeira vez para nidificar. As aves juvenis regressam ao mesmo local onde nasceram para procurar companheiro (a) e nidificar. Portugal possui a maioria da população reprodutora desta espécie que nidifica nos Arquipélagos da Madeira, dos Açores e da Berlenga, e urge por isso em protegê-la das várias ameaças a que se encontram sujeitas.

EXIF f/8 1/1000 ISO-500
500mm  17.5m

 
É a maior ave da família Procellariidae, com uma envergadura de asas que pode alcançar os 125 cm e um comprimento máximo de 56 cm, pesando cerca de 650 gramas. As fêmeas são mais pequenas que os machos, mas quando observados a sobrevoar os oceanos é difícil de distingui-los e inclusivamente difícil de determinar a idade das aves.


EXIF f/9  1/1250 ISO-500
247mm  12.8m


A sua alimentação consiste em peixes, cefalópodes e crustáceos. Quando o tempo está calmo possuem um voo desinteressante, mas quando o vento é forte planam velozmente na camada de ar à superfície da água, rasgando o vento e aproveitando as correntes de ar criadas pelas ondas a deslocar-se. É possível por vezes observá-los a tocarem com a ponta das asas na água durante as viragens.

EXIF f/8 1/1000 ISO-400
500mm  17.5m


A cagarra nidifica exclusivamente em ilhas, utilizando cavidades, grutas e buracos escavados por outras espécies. Por vezes, nidificam no solo entre a vegetação ou em abrigos artificiais. Os ninhos asseguram proteção contra o calor e os predadores, mas a introdução de novos predadores, como os gatos e as ratazanas, tem levado à diminuição do sucesso reprodutor das espécies habituadas a nidificar em ilhas. Vivem em colónias e sincronizam a postura para que as crias nascem ao mesmo tempo. Acasalam para toda a vida, no entanto colocam apenas um ovo por ano e se o perderem apenas se reproduzem no ano seguinte. A incubação demora sensivelmente 52 dias, as crias estão prontas a abandonar o ninho passados mais 90 dias. Pouco se sabe dos locais de invernada e os dados disponíveis sugerem que permaneça no Oceano Atlântico, podendo por vezes chegar ao Oceano Índico.

EXIF f/8 1/1250 ISO-400
267mm  12.8m


sábado, 25 de maio de 2013

Artigo: Ouriço-cacheiro


EXIF  F/8  1/200  ISO-200
100mm  77cm  Flash

O ouriço-cacheiro (Erinaceous europaeus) é um dos mamíferos terrestres da região europeia mais peculiar, pois possui o corpo coberto de espinhos. Esta armadura, puramente defensiva, afugenta os predadores mais destemidos, conferindo-lhes uma excelente proteção. Estes pequenos mamíferos pertencem a uma das famílias mais velhas de mamíferos, possuindo ainda algumas características primitivas. Existem pelo menos 10 subespécies de ouriços-cacheiros atualmente conhecidas.


EXIF  F/8  1/125  ISO-200
100mm  44cm  Flash


Os ouriços-cacheiros possuem os órgãos olfativos mais desenvolvidos que os outros órgãos sensoriais, isto porque, o olfato é importante para localizarem as suas presas. Eles alimentam-se de insetos, maioritariamente, escaravelhos, lagartas de borboletas, milípedes, minhocas e gorgulhos. Devido à sua alimentação, os ouriços-cacheiros são aliados dos agricultores pois alimentam-se das pragas da maioria das colheitas, e não são uma praga ou peste como tem sido considerados ao longo dos tempos.

EXIF  F/8  1/500  ISO-200
100mm  77cm  Flash

 
Durante os meses de inverno algumas espécies de mamíferos baixam a sua temperatura corporal e o seu metabolismo, para reduzir o consumo de gorduras acumuladas. Para sobreviverem aos invernos rigorosos da região europeia é necessário acumular peso suficiente durante o outono.

EXIF  F/8  1/400  ISO-200
100mm  88cm  Flash


Os ouriços-cacheiros hibernam quando as temperaturas rondam os 9ºC a 2ºC e a temperatura corporal flutua com a temperatura do ambiente. O começo da hibernação não é certo, mas sim devido a uma diminuição da atividade, o que culmina com a hibernação quando a temperatura desce para níveis críticos. A extensa camada de gordura subcutânea que se forma durante o Outono é utilizada como isolamento durante a hibernação.

EXIF  F/8  1/640  ISO-200
100mm  63cm  Flash

 
Os ouriços-cacheiros possuem uma elevada taxa de mortalidade devido a fatores como o trafego automóvel, a predação (como o texugo, a raposa, o bufo-real, entre outros) e a mortalidade durante a hibernação.

EXIF  F/7.1  1/800  ISO-200
100mm  1.8m  Flash

 
A maturidade sexual é atingida aos 9 meses. A época de reprodução decorre de Abril a Setembro, variando entre 1 a 2 ninhadas por ano, consoante as temperaturas médias. A gestação dura 1 mês e nascem até 5 crias. É possível determinar a idade dos ouriços-cacheiros através de linhas de crescimento no maxilar, no entanto, esta técnica apenas pode ser utilizada em animais mortos.
 

EXIF  F/8  1/500  ISO-200
100mm  1.8m  Flash

Os ouriços-cacheiros encontram-se distribuídos por toda a Europa. Mas durante a última glaciação, a glaciação de Wurm, a espécie desapareceu do Norte da Europa que foi depois colonizada através da população sobreviventes mais a sul. Durante os 100.000 anos que durou a glaciação, os ouriços-cacheiros sobreviveram em apenas dois locais da Europa, na Península Ibérica, Sul de França e sul de Itália, e na região do Mar Cáspio e Mar Negro. Estes refúgios deram origem a duas espécies diferentes. Os que se refugiaram na região da Península Ibérica evoluíram para o atual ouriço-cacheiro europeu, Erinaceous europaeus.
 

EXIF  F/8  1/250  ISO-200
100mm  44cm  Flash

Como curiosidade, esta espécie foi introduzida na Nova Zelândia, sendo atualmente uma espécie exótica bem sucedida.

EXIF  F/9  1/250  ISO-200
100mm  51cm  Flash


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Missão: Guarda-rios II


 
Há muito tempo que observo este guarda-rios, Alcedo athis, que pesca numa pequena charca, perto de Évora. O ano passado coloquei um tronco para servir de poiso de pesca, e consegui fotografá-lo com um peixe acabado de pescar. Mas há cerca de um mês as ovelhas que pastam naquele terreno deitaram o tronco abaixo, que acabou por se partir e por isso ficou muito mais pequeno. Era agora difícil fotografá-lo ou observá-lo. Este pescador possui cerca de 8 poisos diferentes que consigo observar desde o abrigo, mas nenhum deles é visível das margens. Para o ajudar na dificil tarefa de pescar, achei que deveria colocar mais uns troncos para ele utilizar. Depois de muito procurar, finalmente encontrei um tronco grande o suficiente para ele poisar, aliás grande demais. Para além desse coloquei mais 2 troncos adicionais, para ele poder escolher qual prefere.
No dia seguinte fui para o abrigo procurar algum animal mais raro que por vezes para nas redondezas. Mas sem sorte achei que era altura para voltar para casa, quando este pequenote apareceu para testar os novos poisos. Experimentou-os a todos, e foi saltitando no tronco grande. Saia e regressava uns minutos mais tarde. Espero que agora se habitue e começa a pescar desde alí para poder observá-lo e apreciá-lo.

domingo, 7 de agosto de 2011

Coruja do Mato

    A Coruja do Mato, Strix aluco, pertencente à família dos Strigidae que pode ser encontrada em toda a Euroásia e em África, sendo essencialmente nocturna.


    Mede entre 37 e 43 cm e possui uma envergadura de asas entre 81 e 96 cm. O seu dorso é castanho e malhado, enquanto que o peito apresenta uma coloração castanho amarelada com faixas verticais castanhas. Apresenta olhos grandes de coloração castanho escuros, e o disco facial é muito marcado com coloração mais clara.


   Possui vocalizações facilmente identificáveis, sendo fácil de ser escutada mas difícil de ser observada. Utiliza uma series de dois ou três piares (huu), pausa, e três piares seguidos (huu-huu-huu), parecendo um assobio grave. O seu voo é extremamente silencioso o que dificulta a sua observação.


   Pode ser encontrada em cidades, jardins, matas e florestas de folha caduca, alimentam-se de pequenos mamíferos e outras aves (pequenas) com a sua visão apurada, consegue ver uma presa a alguns metros de distância com pouca luz.


   Utiliza buracos de árvores ou edifícios para fazer os seus ninhos e põem entre 2 a 4 ovos. Elas defendem ferozmente os seus ninhos e chegam a atacar humanos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sardao (Timon lepidus)

Sardão ou Lagarto Ocelado, Timon lepidus, é o maior lagarto da fauna portuguesa chegando a atingir os 30 cm de comprimento (sem cauda) e chega a viver até aos 25 anos em cativeiro. Quando ameaçado, abre a boca e por vezes salta em direcção ao inimigo.


Embora em Portugal não se encontre ameaçado, o Homem é o seu maior inimigo e a principal causa pelo declínio desta magnifica espécie, os atropelamentos são a principal causa de morte provocada por humanos, visto estes lagartos utilizarem as estradas para se aquecerem, por terem uma boa exposição solar.


Dois terços do comprimento correspondem à sua cauda, chegando por isso aos 90 cm. As crias possuem cerca de 5 cm (excluindo a cauda). Durante a Primavera os machos são territoriais, e a hibernação vai de Outubro até Abril.


Habitam preferencialmente zonas secas com arbustos, como velhos olivais e por vezes em locais rochosos e zonas com areia. É frequentemente encontrado a caminhar pelo solo, mas é um excelente trepador, tanto de rochas como de árvores. Esconde-se em arbustos, rochas, muros secos, antigas tocas de coelho e por vezes escava os próprios buracos.


Possuem patas finas mas extremamente fortes e com garras longas, os machos desta espécie apresentam uma cabeça robusta. O dorso possui uma coloração esverdeada, sendo o ventre em tons acinzentados. Os machos apresentam muitos pontos azuis nos flancos enquanto que as fêmeas apresentam poucos ou nenhuns.


Alimentam-se principalmente de insectos, mas por vezes assaltam ninhos de aves e podem inclusivamente atacar outros répteis, sapos e micro-mamíferos. Nas zonas mais secas também se alimenta de fruta e algumas plantas.

segunda-feira, 7 de março de 2011

"The world isn't poor, the wealth is only badly distributed."


"The world isn't poor, the wealth is only badly distributed." by Diogo Oliveira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Exemplo de uma ave exótica em Portugal

Tecelão de Cabeça Preta
O tecelão-de-cabeça-preta (Ploceus melanocephalus) é uma espécie exótica que se encontra no nosso país devido a fugas acidentais, e que se estabeleceram na zona da Barroca d’Alva. Em Portugal esta espécie é observada sempre junto a zonas húmidas, tendo preferência por zonas com caniços. A sua área de distribuição original vai desde a África do Sul até ao Sara e desde o sul da Mauritânia até ao nordeste do Sudão. (foto de cima: macho)

Os machos são polígamos e constroem vários ninhos (foto de baixo) para atrair diversas fêmeas (foto direita), os ninhos têm uma forma arredondada e são construídos grosseiramente com diversas fibras vegetais. São construídos colonialmente e os ninhos não aceites por nenhuma fêmea são destruídos, os que são utilizados possuem um forro interno de penas e outros materiais isolantes.


Pancas

A reserva natural do estuário do Tejo possui uma grande riqueza avifaunística, e é considerada uma das dez zonas húmidas mais importantes para o estacionamento das aves aquáticas migradoras, sendo um local excelente para fotografar e proporcionar momentos inesquecíveis. A zona de Pancas situa-se nos limites da zona de protecção especial que complementa a reserva natural, sendo uma zona de montado para gado. Na foto em cima pode-se observar um juvenil de coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) que se encontrava à beira da estrada e pouco ou nada se assustou. Quando o vi aproximei-me o mais possível (de carro) até ao ponto em que ele estava pronto a fugir, desliguei o carro e fotografei-o. Liguei novamente o carro e fui-me aproximando devagar de forma a não fugir, até que fiquei a pouco mais de 3 metros dele e tive oportunidade de tirar um conjunto de fotografias, ele não parecia estar muito assustado e quase não cabia no ecrã da máquina, fiquei a observá-lo por uns minutos e quando voltei a ligar o carro ele fugiu pelo meio da vegetação.

Contudo existe uma ave muito assustadiça e que tem o hábito de se juntar às vacas enquanto estas pastam para se alimentar, sobretudo de pequenos insectos que ficam expostos nas pegadas das vacas, as garças-boeiras ou carraceiro (Bubulcus ibis) possuem um bico curto e amarelo e na época de reprodução as penas ficam alaranjadas o que as distingue das outras garças. Estas fogem imediatamente assim que um carro abranda ou para, o que torna bastante difícil conseguir tirar uma boa foto quando se é o condutor e fotografo ao mesmo tempo. Então para conseguir a foto à direita tive de engendrar um plano para elas não fugirem imediatamente, então deixei o carro a andar sozinho e fui fotografando até elas decidirem levantar voo até um local mais longe.

Devido aos inúmeros terrenos agrícolas e às grandes zonas de pastagem, a zona é excelente para as aves de rapina caçarem as suas presas. Na foto à esquerda pode-se observar uma águia de asa redonda (Buteo buteo), espécie relativamente comum em Portugal e que caça desde aves até insectos. Possuem uma visão extremamente apurada, conseguindo ver um rato a quilómetros de distância e a aproximação deve por isso ser cuidadosa. Elas possuem vários poisos preferidos de onde podem observar toda ou quase toda a extensão do seu território, e de onde partem para caçar. Esta permaneceu entre dois locais enquanto eu a fotografava e permitiu-me aproximar bastante. Na zona é possível observar também diversos peneireiros, mas estes permaneceram sempre longe neste dia de muito calor.

sábado, 26 de junho de 2010

..Novas Crias..

Nas três últimas visitas que realizei ao Jardim Zoológico de Lisboa tive oportunidade de fotografar e observar o casal de Linces Euroasiáticos (Lynx lynx) que lá existem. Este Linces tiveram duas ninhadas nos dois primeiros anos da sua estadia no zoo, mas durante um ano não se reproduziram. Como tive oportunidade para observá-los nestes dois anos que tiveram crias, pude constatar que não ocorreram motivos ou mudanças para não continuarem a reproduzir-se, ou seja, algo se deve ter passado ou mudado para eles não se reproduzirem-se. Mas não existiam mudanças no habitat e as outras mudanças possíveis eram na alimentação, a qual era difícil eu ter conhecimento (não conseguir falar com os tratadores). Durante um ano quase não fotografei os linces e eles foram passando cada vez mais despercebidos, visto passarem os dias a dormir quase sempre num local difícil de fotografar e devido a isso, eu apenas passava para observar se existiam novos comportamentos (locais de dormir) ou novas crias. E qual foi o meu espanto quando no outro dia ao fazer uma passagem apenas para observar, verifiquei que existiam duas novas crias muito pequeninas.

O espaço entre as minhas visitas foi de apenas uma semana, e verifiquei que eles estavam mais agitados, e que inclusive não passavam o dia a dormir. Voltei então a fotografar os magníficos linces um ano depois, e quando pensava que eles iriam voltar a passar despercebidos eis que duas crias surgiram e como todos sabem, as brincadeiras são o seu jogo favorito, especialmente num local onde não existem predadores.

Irei continuar a colocar fotos e a escrever sobre a evolução destas crias, visto que são a terceira ninhada deste casal, e que normalmente apenas sobrevive uma das crias, não sei qual é o motivo, mas é o que tenho observado. Espero que este ano seja diferente, e que as duas criam atinjam a fase adulta e possam ser trocadas ou levadas para outros zoos para que o programa de conservação continue e possa continuar a proteger esta espécie de Linces (Lynx lynx).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Carrasqueira

Na Reserva Natural do Estuário do Sado é possível encontrar uma obra-prima única da Europa, o impressionante cais palafitico da Carrasqueira. Construído na década de 1950 usando estacas de madeira irregular e frágil que serve de embarcadouro aos barcos de pesca, este porto estende-se ao longo de centenas de metros pelas margens lamacentas do rio Sado. Este magnífico local parece de um postal, e por momentos imaginamo-nos a viajar por outro país, sem nunca sair de Portugal.

Um passeio fotográfico que a chuva teimava estragar, mas acabou por ser perfeito. A chuva não parava de cair no caminho até ao porto, localizado na comporta, mas à chegava havia abrandado e finalmente cessado, mas as nuvens permaneciam a encobrir o sol, mas as máquinas fotográficas já começavam a disparar.
A foto em cima foi uma das primeiras que tirei, ainda estava cheio de lama do caminho até lá e as madeiras ainda se encontravam molhadas, mas como “bom” fotografo que sou, deitei-me no chão para obter o melhor ângulo possível. Ao lado é possível ver a minha bonita figura.
Nesta outra foto o “chão” já estava demasiado longe para me esticar e fotografar, então usei um pequeno truque para conseguir a foto com o ângulo que pretendia. Para isso, coloquei a máquina fotográfica no tripé e segurando pelas pernas baixei-o o mais possível, e usando um cabo disparador foi-me possível obter este resultado.
Quando as nuvens deram tréguas e o sol finalmente brilhou, fomos brindados com um lindo céu que ninguém resistiu a não fotografar. Durante todo o percurso tivemos a companhia deste cão que diz a todos, “até uma próxima” =)

sábado, 3 de abril de 2010

Crias Novas

A primavera chegou e no zoo existem crias por todo o lado, desde os tigres de sumatra (foto de cima), como a pequenina cria de hipopotamo pigmeu, não sei ao certo quantas novas crias há no jardim zoológico, mas se tencionam visitar o zoo, esta é a melhor altura =)
Crias (algumas nascidas este ano, outras serão crias durante uns anos, como a cria de orangutango):

- Tigres de Sumatra (Panthera tigris sumatrae): são três crias muito brincalhonas, passam o dia a correr ou a dormir, são muito curiosas e brindam os visitantes vindo observá-los de perto. Existe uma que é a maior entre elas e que anda sempre a morder os irmãos, sempre com muito cuidado para não os aleijar.

- Hipopotamo Pigmeu (Hexaprotodon liberiensis): este pequenote ainda têm algumas dificuldades em andar, nunca se afasta muito da progenitora e se esta se afasta ele vai a correr (aos Ssss) ter com ela. É incrivel ver o cuidado que a sua progenitora tem, visto ele andar sempre no meio dos seus pés.

- Chimpanzé (Pan troglodytes): esta espécie está a dar-se muito bem na nova exibição, todos os anos há crias novas e isso é muito importante visto o zoo participar activamente no projecto de conservação de espécies (mundial). Não sei muito sobre eles, apenas que passam o dia com as mães e de vez em quando brincam com as cordas.

- Gibão de Mãos Brancas (Hylobates lar): bem este é um caso sério, fotografá-lo está quase fora de questão...O tipo não para um segundo quieto, fogo, é preciso uma paciência. E vira máquina para um lado e vira para o outro, e bolas que já está muito perto e já sai todo do campo de visão da máquina, concluindo este tem energias para dar e vender.

- Leopardo da Pérsia (Panthera pardus saxicolor): são três novas crias que nasceram há pouco tempo, o que perfaz um total de seis que já nasceram no zoo. É um bocado dificil fotografá-las devido à rede que existe à volta, mas lá vou tirando umas fotos. Eles não fazem muito e são muito assustadiços, a progenitora chega a bufar (tal como os gatos fazem) e as crias encontram-se sempre ao pé dela. O que é giro é que as pessoas passam e muitas das vzesnem vêem as crias.

Existem mais umas quantas crias pelo zoo para descobrir =)