GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA

Todos os posts relativos ao meu livro GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA! Desde "Como Comprar", a todas as notícias e entrevistas que sairam relativamente ao guia. Se necessitar de mais informações basta entrar em contacto através do e-mail onwild@dophotography.net. Muito obrigado a todos.

MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

sábado, 8 de novembro de 2014

Ave do Mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

A ave do mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.


https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

A espécie mais comum nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, o pardal-doméstico (Passer domesticus). É comum observá-los junto às esplanadas dos cafés, sempre à procura de restos de alimentos. Também se encontram facilmente junto ao parque de merendas ou no anfiteatro de pedra.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626701286223

Ave do Mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminés – Hirundo rustica.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

A ave do mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminésHirundo rustica.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
 
A mais comum das andorinhas, a andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica), atravessa frequentemente os céus dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. É habitual serem observadas a recolher lama nas margens do grande lago durante a época de reprodução.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
  
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
  
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157627297272377

Ave do Mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551

A ave do mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
 
A alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) prefere os locais mais húmidos ou locais junto a ribeiras. Embora os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian se encontrem bem no centro da cidade de Lisboa, rodeados de prédios e estradas, existem três pequenas ribeiras totalmente artificiais que desaguam num grande lago central. Nestes locais privilegiados as alvéolas procuram por alimento, sempre possível observá-las junto às margens do lago, às margens das ribeiras e por vezes a passearem nos relvados.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157645270691551
 

Ave do Mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

A ave do mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/
 
O andorinhão-preto (Apus apus) cruza os céus dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian a alta velocidade. As suas vocalizações em pleno voo podem confundi-los com as famosas andorinhas. No entanto, o andorinhão-preto apresenta um voo mais rápido e ágil. As suas asas formam uma meia-lua, nas andorinhas as asas são triangulares. Quando passearem pelos jardins olhem para o céu de forma a observarem este maravilhoso espectáculo natural.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/

Ave do Mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus

http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html

A Ave do Mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673/


Esta pequena ave, chamariz ou milheirinha (Serinus serinus) utiliza o topo das árvores para vocalizar, especialmente ao nascer do sol. É frequente avistá-la a voar de árvore em árvore ou junto a fontes de água. Por ser granívora, necessita de ingerir bastante água, esta poderá ser a melhor forma de o observar nos jardins da fundação Calouste Gulbenkian.
 
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html

Ave do Mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

A Ave do Mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major
http://therocky41.blogspot.pt/2014/02/um-mesuma-ave.html
A ave do reinício da campanha foi o chapim-real. Um ano de campanha já passou, nele tivemos a oportunidade de conhecer 12 aves que habitam os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, mas ainda há mais espécies para conhecer. O mês de Março marca o início da época de reprodução, por isso, foi seleccionada uma das aves mais vocais da Europa.

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825935192

Outro Mês...Outra Ave




A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e a Universidade de Évora apresenta pelo segundo ano nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "OUTRO MÊS....OUTRA AVE".
Todos os meses será apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa. Galeria com todas as espécies.

Lista ordenada das espécies:
A ave do mês de Março de 2014: Chapim-real - Parus major. 
http://therocky41.blogspot.pt/2014/11/ave-do-mes-de-marco-de-2014-chapim-real.html
A ave do mês de Abril de 2014: Chamariz – Serinus serinus.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-abril-de-2014-chamariz.html
A ave do mês de Maio de 2014: Andorinhão-preto – Apus apus
A ave do mês de Junho de 2014: Alvéola-cinzenta – Motacilla cinerea.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-junho-de-2014-alveola.html
A ave do mês de Julho de 2014: Pato-real – Anas platyrhynchos.
http://therocky41.blogspot.pt/2014/08/a-ave-do-mes-de-julho-o-pato-real.html
A ave do mês de Agosto de 2014: Andorinha-das-chaminésHirundo rustica.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-agosto-de-2014-andorinha.html
A ave do mês de Setembro de 2014: Pardal-doméstico – Passer domesticus.
http://therocky41.blogspot.com/2014/11/ave-do-mes-de-setembro-de-2014-pardal.html
A ave do mês de Outubro de 2014: Pombo-torcazColumba palumbus.
A ave do mês de Novembro de 2014: Tordo-comumTurdus philomelos.
A ave do mês de Dezembro de 2014: Lugre - Carduelis spinus
A ave do mês de Janeiro de 2015: Alvéola-branca - Motacilla alba
A ave do mês de Fevereiro de 2015: Chapim-carvoeiro - Periparus ater

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Missão: Ganso-patola

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825865924
Fotografar aves pelágicas é um dos maiores desafios de um fotógrafo de vida selvagem. O maior risco é que a máquina apanhe com água salgada. A água salgada corrói os sistemas eletrónicos, comprometendo o normal funcionamento da máquina. Por isso, todos os cuidados são poucos quando se sai para fotografar aves pelágicas. Depois de todos os cuidados assegurados, é finalmente altura de aproveitar e fotografar aves que apenas se deslocam a terra para nidificar.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825865924
O ganso-patola (Morus bassanus) é uma das aves pelágicas mais extraordinária. A primeira extraordinária característica que apresenta é a enorme diferença entre os indivíduos adultos e os juvenis. Os adultos apresentam uma plumagem pura branca, no entanto, os juvenis possuem uma coloração escura com pintas brancas. Só ao 5º inverno é que os indivíduos atingem a plumagem de adulto, perdendo a coloração escura aos poucos. A outra extraordinária característica é que desde que levantam voo pela primeira vez e até voltarem a pisar terra podem passar mais de 4 anos. Isto significa que a ave fica 4 anos a deambular em alto mar, sobrevivendo às piores tempestades de inverno.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825865924
A procura de alimento é também uma tarefa difícil. A maioria das vezes servem-se dos companheiros mamíferos marinhos, estes reúnem cardumes de peixes à superfície, ficando à mercê dos ataques dos gansos-patolas. E aqui está a última extraordinária característica. A forma como mergulham na água para pescar. Esticando as asas para trás, ficando semelhantes a um míssil. Desta forma, conseguem atingir maior profundidade que as outras aves.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157626825865924

As saídas pelágicas foram realizadas com a Cape Cruiser, empresa especializada em Observação de Cetáceos e de Aves Marinhas, durante o Festival de Observação de Aves da SPEA em Sagres.
 empresa especializada em Observação de Golfinhos e Baleias, Observação de Aves Marinhas,

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Missão: Trepadeira-azul


Quando comecei à procura de um local para colocar um bebedouro e um comedouro tentei descobrir quais as potenciais espécies que o iriam visitar. Uma delas foi a trepadeira-azul (Sitta europaea). Embora o local escolhido não seja o habitat mais favorável à sua ocorrência, é certamente um local de passagem de indivíduos de trepadeira-azul.



A tarefa não foi fácil, depois do bebedouro instalado e dos comedouros colocados. Só passados dois meses é que as trepadeiras-azuis finalmente apareceram. E mesmo assim não facilitam a tarefa da realização das fotografias.


Os seus rápidos movimentos a descer os troncos e as suas posições estranhas dificultam a obtenção das melhores fotografias. É necessário alguma paciência e velocidade a apontar e focar para obter os melhores resultados. À dias em que elas testam a paciência dos chapins, pois permanecem no topo das árvores a vocalizar, neste caso a avisar os chapins de que estão nas redondezas, sem nunca chegarem a ir ao comedouro. Neste dia o fundo ficou esverdeado, noutros dias e devido à diferença na direção da luz solar o fundo poderá ficar amarelado.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Ave do Mês de Julho: o Pato-real

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

A ave do mês de Julho nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian foi o pato-real (Anas platyrhynchos). O pato-real é uma das aves mais abundantes nos Jardins Gulbenkian. Devido à inexistência de predadores naturais e devido a algumas atitudes e comportamentos humanos, como o fornecimento de alimento, o número de patos-reais é superior à capacidade dos Jardins. Ou seja, o número de patos-reais é superior às que os Jardins suportam numa situação de equilíbrio ecológico.
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673
 
 
Este excesso de patos-reais promove uma menor qualidade da água do lago e também o desgaste excessivo dos relvados. Por isso, quando visitar os Jardins Gulbenkian não alimente os patos-reais.
 
https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

https://www.flickr.com/photos/the_rock_7/sets/72157635165472673

O Cão: Resgatei um cão abandonado

O cão: Resgatei um cão abandonado
 
 
Esta é uma nova série de artigos que irei publicar sobre os problemas que enfrentei devido à cadela Skye que resgatei de uma estrada nacional. Tentarei abordar este tema de uma forma diferente do normal, isto porque sou biólogo e tenho um gosto especial pelos felinos (gatos), e também porque nunca quis um cão (principalmente devido à falta de espaço e de tempo). A ideia para este tema, ao contrário do que se possa imaginar, não foi o facto de ter de lidar com a cadela diariamente, mas sim lidar com a sociedade.
 
Começando pelo inicio, o que fazer ao encontrar um cão abandonado. Nalguns locais é usual os cães passearem pelos terrenos em redor das casas, regressando mais tarde à sua casa, sendo difícil distinguir quais se encontram realmente abandonados ou perdidos dos que andam simplesmente a passear. Ao encontrar um cão a deambular à beira da estrada a primeira coisa a fazer é chamar o cão. Aí deve ter em atenção dois fatores, se o cão foge em direção a casa ou se o cão vem ao nosso encontro. Para os que fogem desesperadamente em direção a casa, nesses casos basta acompanhar o cão até à casa e aí perguntar se o cão pertence à casa. A última reação é sinal de que o cão precisa da nossa ajuda, embora alguns fujam devido ao medo, a maioria aproximar-se-á do ser humano pois compreende que este significa comida e água. Neste caso podem ocorrer duas possibilidades, ou o cão está perdido ou foi abandonado. A primeira reação será perguntar em todas as casas perto do local onde encontrou o cão se este pertence a alguém. Caso não haja nenhuma resposta positiva, será necessário deslocar-se até ao posto da GNR mais próximo e reportar o incidente. Atenção: a GNR irá ajudar na resolução do problema, mas nunca irá abrigar o cão, teremos de ser nós a cuidar do cão. A única solução imediata que a GNR pode oferecer é transportar o cão para o canil municipal. Aí o cão enfrenta outro problema, a sobrepopulação dos canis, ou seja, caso não seja encontrado o dono numa semana o cão poderá ser abatido.
 
 
Atualmente muitos dos cães possuem chip. O problema do chip é que é necessário ir a um veterinário para descobrir se o cão possui chip ou não, caso possua chip o próprio veterinário consegue aceder aos dados e contactos do dono do cão, ou da veterinária que colocou o chip. A maioria das informações contidas no chip encontram-se na base de dados na junta de freguesia onde reside o dono do cão, mas também devem constar de bases de dados online. O problema é que muitos donos apenas registam o seu cão na junta de freguesia. Desta forma é mais difícil descobrir as informações dos donos, pois teremos de contactar todas as juntas de freguesia ou o canil municipal. No entanto, existem casos raros onde o cão é abandonado e possui chip. Nestes casos é necessário contactar o dono e esclarecer porque abandonou o cão, no meu caso foi o canil municipal de Loures que intercedeu junto do dono e me informou que este não estaria disponível para ficar com a Skye. O problema quando um cão é abandonado com chip é que quem o encontra não pode ir ao veterinário com o cão, isto porque é necessário o consentimento do dono… A solução é o dono passar um certificado em como nos “cede” o cão, passando a ser quem resgatou o cão a pessoa responsável pelo mesmo. No final é necessário também alterar os dados do chip, para além das despesas no veterinário.
 
Como calculam ninguém no seu perfeito juízo irá entregar o canídeo à pessoa que o abandonou, pois este poderá ser novamente abandonado ou maltratado. O que fazer a quem abandonou o cão? Depois desta história toda, apercebi-me que mesmo com a história dos chips os nossos animais de estimação continuam muito desprotegidos dos maus tratos que sofrem às mãos de certos humanos.



Fauna e o Homem

 
Fauna e o Homem
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7


Esta nova ideia surgiu depois de ouvir as pessoas a queixarem-se dos animais com que lidam diariamente quando vão para o campo ou quando vivem no campo. A ideia é em poucas palavras explicar e desmistificar algumas das nossas espécies.
 
http://www.flickr.com/photos/the_rock_7
 
Mitos
. Aqui serão retratados mitos sobre os animais que são contados de pais para filhos e que passaram já muitas gerações, sendo difíceis de combater pois estão enraizados na nossa cultura;
. Existem inclusive diversas musicas que falam sobre os animais de forma errada, a mais conhecida é a ‘Atirei o pau ao gato’, remetendo para a violência sobre os animais;
 
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Prós
. Tudo o que animal trás de bom para o ser humano, quer seja no meio do campo ou no meio da cidade;
. Quando a vida selvagem acompanha o ser humano para o centro das cidades surgem uma nova série de mitos, provenientes do medo e do desconhecimento;
 
Contras
. Nem todas as espécies possuem prós, algumas possuem alguns contras;
 
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