GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA

Todos os posts relativos ao meu livro GUIA DE FAUNA DA TAPADA DA AJUDA! Desde "Como Comprar", a todas as notícias e entrevistas que sairam relativamente ao guia. Se necessitar de mais informações basta entrar em contacto através do e-mail onwild@dophotography.net. Muito obrigado a todos.

MINI-ARTIGOS SOBRE AS ESPÉCIES

Nesta secção encontram-se mini-artigos sobre as espécies, de forma sucinta e clara, ficamos a conhecer um pouco mais sobre a nossa fauna. Ilustrados com as melhores fotografias da espécie.

AS MINHAS MISSÕES

Ao contrário dos artigos, nas missão explico como consegui fotografar as espécies (ou observar). O que sofri e as peripécias para as conseguir fotografar tranquilamente e sem as perturbar.

TRUQUES E DICAS

Nesta secção poderá encontrar alguns truques e dicas sobre fotografia de vida selvagem e de natureza, desde as técnicas utilizadas na máquina como algumas das técnicas utilizadas no terreno.

ABRIGOS

Para além dos vários truques, existem também alguns abrigos já montados que podemos frequentar em Portugal e outros tantos em Espanha. Serão apenas colocados abrigos que tenha frequentado.

UM MÊS...UMA AVE

A Fundação Calouste Gulbenkian com o apoio científico da Fundação Luis de Molina e da Universidade de Évora apresenta nos jardins da fundação em Lisboa o projeto "UM MÊS...UMA AVE". Todos os meses foi apresentada uma espécie presente nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian. A lista de espécies do primeiro ano está terminada.

Canal Youtube onWILD

Novo canal no youtube destinado apenas a filmagens de vida selvagem. Subscrevam.

Definições Canon 7D Mark II

As definições que utilizo na minha máquina para a fotografia de aves.

sábado, 17 de novembro de 2012

Artigo: Mocho-galego

 EXIF  F/8  1/160  ISO-400 500mm  10m  O mocho-galego (Athene noctua) é uma pequena ave de rapina da família Strigiformes. Habita planícies e colinas não habitadas pelo ser humano, mas também áreas agro-pastoris, prados e até pequenos estabelecimentos rurais (de pequena dimensão, como herdades na zona do Alentejo). Esta espécie cosmopolita encontra-se distribuída por toda a Eurásia, no norte e este de África, na Arábia, no sul do Irão, no norte da China, entre outros.  EXIF  F/11  1/400  ISO-320 500mm  25.7m  Os mochos-galegos encontram-se ativos tanto durante o dia como durante a noite, no entanto, eles caçam sobretudo no crepúsculo e durante a noite. No verão também se alimenta durante o dia, especialmente em zonas abertas. São aves de rapina generalistas, não existindo nenhuma presa especifica em que se tenham especializado. Durante a época de reprodução, o mocho-galego alimenta-se maioritariamente de invertebrados (escaravelhos e gafanhotos), sendo o resto da sua dieta constituída por mamíferos (roedores), répteis e algumas aves (de pequeno porte). No entanto, são os mamíferos que lhes fornecem a maior quantidade de...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Missão: Golfinho-comum

 EXIF  f/8  1/2000  ISO-500 403mm  25.7    Realizar uma saida de barco para observar e fotografar aves, mas surgirem golfinhos não é novidade. Os animais adoram pregar-nos destas partidas, isto sem contar, que o equipamento para fotografar aves é completamente diferente do utilizado para fotografar cetáceos. Uma ave poisada à superfície da água e relativamente perto do barco ocupa apenas uns 40 centímetros, já um golfinho a nadar juntamente com o barco ocupa entre 2 a 4 metros, usando o equipamento para fotografar aves e apenas fotografo o olho do golfinho, isto se o conseguir encontrar. Por isso, imaginem a frustação de estar equipado para fotografar aves e surgirem golfinhos ou baleias.  EXIF  f/8  1/1000  ISO-500 150mm  11.3m  O maior problema que os cetaceos trazem aos fotografos é a sua vontade de dar "show". Enquanto se deslocam para alimentar raramente dão saltos fora de água, colocam apenas o espiráculo para respirar e pronto. A maioria das fotografias que se obtêm é apenas uma cabeça enorme e uma barbatana dorsal, o olho fica normalmente debaixo de água ou com uma camada enorme de água. As melhores fotografias...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Missão: Fotografia de Animais Pelágicos

 Cagarra (Calonectris diomedea) EXIF f/8  1/2000  ISO-500 150mm  6.5m  As aves pelágicas vivem a maior parte da sua vida nos oceanos e apenas se deslocam a terra durante a nidificação e devido às variadas ameaças a que elas se encontram sujeitas, é impensável tentar fotografá-las nos ninhos, para além de que só se deslocam às colónias durante a noite. Durante o dia elas vagueiam pelos oceanos à procura de alimento e para as fotografar implica umas viagens de barco.  Golfinho-comum (Delphinus delphis) EXIF f/7.1  1/800  ISO-500 150mm  5.4m  Existem vários problemas associados a fotografar dentro do barco. O primeiro, e o mais óbvio de todos, é o enjoo. É muito fácil enjoar dentro do barco, ele balança para todos os lados e nós temos de contrabalançar ao mesmo tempo que espreitamos pela ótica da máquina só com um olho, tudo isto confunde o nosso cérebro que não percebe bem onde está. O segundo problema é o balanço do barco, quando damos por nós estamos a fotografar apenas água e de repente lá voltamos a ver o animal que estávamos a fotografar. O terceiro e último problema é a luz, quando estamos em pleno oceano os animais podem...

domingo, 21 de outubro de 2012

Artigo: Guarda-rios

 EXIF F/8  1/1250  ISO-500 340mm  2.6m  O guarda-rios ou martim-pescador, de nome científico Alcedo atthis, é uma belíssima ave por vezes denominada de clarão azul. Com rápidos batimentos de asas, ele sobrevoa a água de rios rapidamente, a sua coloração azul-esverdeada, na coroa, dorso e asas, e um maravilhoso azul-cobalto, no uropígio e cauda, dão a sensação de que um clarão azul passou por nós.  EXIF F/8 1/1000 ISO-500 340mm  3m  É o único guarda-rios europeu e habita quase toda a Europa, existindo 7 subespécies conhecidas. Possui apenas 16 centímetros de comprimento pesando umas meras 35 gramas. Em Portugal estima-se que existam entre 2.000 a 10.000 pares reprodutores, no entanto, esta espécie é observada a "guardar" quase todos os rios portugueses. É uma ave pequena e com inconfundíveis plumagens de cores vivas mas muito veloz e ativo.  EXIF F/8 1/1000 ISO-500 340mm 2.8m    Alimenta-se de pequenos peixes, de invertebrados aquáticos (como as ninfas de libélulas e ocasionalmente os adultos de libélulas), de anfíbios e de crustáceos, embora a maioria do seu alimento sejam pequenos peixes. Para os capturar,...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Missão: Guarda-rios II

   Há muito tempo que observo este guarda-rios, Alcedo athis, que pesca numa pequena charca, perto de Évora. O ano passado coloquei um tronco para servir de poiso de pesca, e consegui fotografá-lo com um peixe acabado de pescar. Mas há cerca de um mês as ovelhas que pastam naquele terreno deitaram o tronco abaixo, que acabou por se partir e por isso ficou muito mais pequeno. Era agora difícil fotografá-lo ou observá-lo. Este pescador possui cerca de 8 poisos diferentes que consigo observar desde o abrigo, mas nenhum deles é visível das margens. Para o ajudar na dificil tarefa de pescar, achei que deveria colocar mais uns troncos para ele utilizar. Depois de muito procurar, finalmente encontrei um tronco grande o suficiente para ele poisar, aliás grande demais. Para além desse coloquei mais 2 troncos adicionais, para ele poder escolher qual prefere. No dia seguinte fui para o abrigo procurar algum animal mais raro que por vezes para nas redondezas. Mas sem sorte achei que era altura para voltar para casa, quando este pequenote apareceu para testar os novos poisos. Experimentou-os a todos, e foi saltitando no tronco grande. Saia e regressava uns minutos...

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Missão: Noitibó-de-nuca-vermelha

 EXIF  F/8  1/250s  ISO-200 Flash  500mm  3.8m Herdade Évora  Quem me conhece sabe que detesto perseguir espécies para a minha coleção de fotografias, há espécies que desejo fotografar simplesmente. Sejam elas bonitas, feias ou nojentas. O interesse é o mesmo, e existem sempre algumas ideias que tenho em mente quando finalmente consigo encontrar a dita espécie, quer seja por pura sorte, ou por me ter deslocado a um local onde poderia encontra-la. Gosto de combinar os estudos em biologia, variados artigos científicos e a experiência para determinar vários aspetos e preferências das espécies, de forma a facilitar o processo de a fotografar, manusear (por vezes, mas sabendo o que faço e sem incomodar muito os indivíduos) e eventualmente estudar determinados comportamentos que não veem descritos nos artigos científicos ou livros técnicos da especialidade.  EXIF F/9  1/250s ISO-200 Flash  340mm  4.5m Herdade Évora  No caso desta espécie, o noitibó-de-nuca-vermelha, Caprimulgus ruficollis, foi totalmente sorte. Já tinha estudado a espécie e sabia que eles gostam de zonas abertas de areia com algumas árvores ou arbustos onde podem...

sábado, 15 de setembro de 2012

Missão: Morcegos I

  EXIF   F/10  1/250s  ISO-200 Flash  500mm  2.2m Juvenis agarrados às progenitoras.   A procura de morcegos em edifícios abandonados ajuda a identificar abrigos de verão ou de hibernação anteriormente desconhecidos. Estes abrigos ajudam a clarificar quais os habitats e abrigos usados pelos morcegos de determinada região. Isto porque para além do uso de grutas naturais e de minas abandonadas, algumas espécies utilizam também vários edifícios abandonados. As fotografias foram feitas durante os censos para o Atlas dos Morcegos dePortugal, as localizações dos abrigos não podem ser reveladas para evitar a perturbação excessiva dos morcegos, especialmente durante os períodos de maternidade e hibernação, ou a eventual destruição dos mesmos.  EXIF F/11  1/250s ISO-200 Flash 500mm 2.4m Juvenil agarrados às asas da progenitora.  O morcego-de-ferradura-pequeno, Rhinolophus hipposideros, é um dos morcegos mais pequeno do mundo pesando entre 5 a 9 gramas. É facilmente distinguido de outras espécies devido à boca e nariz em forma de ferradura de cavalo. Possui uma envergadura de asas entre 19,2 cm e os 25,4 cm e o comprimento do...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Missão: Coruja-das-torres I

Tudo apontava para um grande dia a fotografar. De manha fui bem cedo para Pancas antes do início das acções de voluntariado para a SPEA no âmbito do projeto "Linhas Elétricas" e consegui fotografar uma águia-calçada demasiado perto de mim. Passei o dia a caminhar debaixo de linhas elétricas à procura de aves mortas por colisão ou por eletrocussão, debaixo do calor e a ver libélulas e insetos esquisitos por todo o lado. Tivemos a companhia de um simpático e amigável cão que protagonizou uma autêntica cena de um filme ao tentar "saltar" uma vala de um lado ao outro, mas esquecendo-se que já estava demasiado pesado, foi ver uma enorme bola de pelo a saltar, a ficar parado no ar por uns segundos e a desaparecer dentro da vala (de meio metro), surgindo uns segundos mais tarde todo contente a correr na nossa direção. Depois decidiu dar um mergulho e enquanto nadava aproveitava para beber água, claro que quando saia molhava tudo e todos, depois como quem não percebia o que fazia vinha roçar-se nas nossas pernas para se secar mais depressa. Fomos perseguidos por gado bravo (vacas e cavalos com crias) que olhavam para nós e julgavam que tínhamos comida para eles.   No...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Salvamento de um pequenino ouriço-cacheiro

Avisaram-me que estava um pequenote de ouriço-cacheiro, Erinaceus europaeus, preso na entrada da herdade nas juntas utilizadas para o gado não sair (aquelas dos cilindros).  EXIF 1/200s, f/8, ISO-200 100mm, 77cm  Quando lá cheguei ele estava a um canto e mal se mexia, estava gelado e com fome. Demorei mais de 30 minutos para o resgatar, o buraco era demasiado fundo para chegar lá com o braço, precisava de arranjar um tronco grande o suficiente para lá chegar e que fizesse uma conchinha com os ramos para ele ficar preso. Ao tocar-lhe pela primeira vez fechou-se como uma bolinha de espinhos, facilitando a sua movimentação, bastava rolá-lo até aos locais. Inicialmente rolei-o para uma zona mais elevada devido à acumulação de terra, mas mesmo assim não o conseguia apanhar. Foi necessário encostá-lo à parede e lentamente ir fazendo-o subir até o conseguir apanhar, foi demoroso mas finalmente apanhei-o. Precisava de voltar para casa com ele em segurança, tinha ido de bicicleta e nas mãos era impossível transportá-lo, por isso decidi colocá-lo na bolsinha que a bicicleta possui. Assim sabia que era impossível que ele caisse e eu me espetar.  EXIF 1/250, f/9, ISO-200 100mm,...

sábado, 18 de agosto de 2012

Mocho-galego

EXIF 1/160s, f/8, ISO-400 500mm, 10m Sempre que saio do abrigo da charca faço o mesmo caminho pela árvore e conjunto de pedras onde a família do mocho-galego, Athene noctua, se reúne todos os dias. Mas apenas os vejo a fugirem à minha frente, neste dia estavam a saltitar debaixo da árvore. Coloquei-me atrás de um fardo de palha e esperei, sem qualquer camuflagem, e eles apareciam para espreitar e voltavam a desaparecer. Mantendo-se sempre por perto e a brinca...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Missão: Guarda-rios

EXIF (das 3) 1/1000s, f/8, ISO-320 500mm, 4.9m 5 da manhã, o despertador toca freneticamente num local onde o silêncio e a tranquilidade é a ordem. Ainda o Sol estava completamente escondido e já eu saia para mais uma aventura. Dirigi-me para o abrigo na charca, ainda estava de noite, mas como conheço os caminhos e trilhos sigo no encalçe e na escuridão da noite até ao abrigo, fazendo o minimo de barulho. O sol tinha acabado de nascer e já este pequenote estava a mergulhar perto do abrigo. O guarda-rios, Alcedo athis, pesca a alta velocidade e utiliza vários poisos diferentes, foi então que surgiu no tronco que se encontra perto do abrigo mas a luz era nula, o sol estava ainda no horizonte e não tinha força suficiente. Pensava que nunca iria conseguir fotografá-lo neste local.   Por sorte ele voltou a aparecer quando a luz estava perfeita e permitiu-me tirar-lhe várias fotografias. Depois fez algo ainda mais inacreditável, conseguiu pescar um peixe e voltou para o poleiro. A água está verde, e o local da captura não foi diretamente abaixo dele mas cerca de 4 metros mais à frente, nunca tinha presenciado esta magnifica habilidade (de capturar o peixe longe...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Missão: Abelharuco-comum

 Abelharuco-comum (Merops apiaster) juvenil.  EXIF 1/1000s, f/8, ISO-400 500mm, 7.9m Depois de uma madrugada sem sucesso a tentar fotografar o guarda-rios dentro do abrigo da charca, ao sair tive a oportunidade de fotografar o mocho-galego até chegarem os abelharucos. Era uma fotografia que ambicionava, um abelharuco parado num tronco e não nos "maravilhosos" cabos eléctricos onde eles normalmente poisam. O mais interessante foi fotografar juvenis misturados com adultos, na fotografia de cima pode-se ver um juvenil ainda apresenta a face superior esverdeada. Na fotografia de baixo é possivel observar um adulto com a garganta amarela, um lindo tom azulado no peito e um alaranjado na face superior.  Abelharuco-comum (Merops apiaster) adulto.  EXIF 1/500s, f/8, ISO-200 500mm, 5...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Missão: Rolieiros

Há muito que ambicionava fotografar um rolieiro (Coracias garrulus), consegui fotografar um individuo na Barroca d'Alva mas a uma distância muito grande. EXIF 1/800s, f/8, ISO-400 500mm, 7.2m Já passava das cinco da tarde quando finalmente chegámos ao local onde iria encontrar alguns indivíduos de rolieiros, mas não sabia bem onde estavam nem como os iria fotografar. E era necessário definir uma estratégia para o dia seguinte. EXIF 1/1250s, f/8, ISO-400 300mm, 9.1m No dia seguinte e com a estratégia finalmente em ordem, foi chegar e fotografar, rapidamente se adaptaram à presença do carro e do camuflado, era apenas mais um arbusto que surgiu ali de repente, e começaram a realizar as suas rotinas diárias. É fácil compreender quando deixamos de ser uma ameaça porque eles entram no ninho com comida, uma ave quando se sente em perigo ou ameaçada tem tendência a afastar a ameaça para longe do ninho. Quando começou a concentrar-se apenas na alimentação das crias fiquei contente por tal acontecer, pude observar vários comportamentos dos progenitores a alimentarem as crias, mas isso significava que não iam posar para as fotografias. EXIF 1/640s, f/8, ISO-400 500mm,...

sábado, 9 de junho de 2012

Abelharuco-comum

Merops apiaster (Linnaeus, 1758)     Há muito que ambicionava fotografar abelharucos, muitas tentativas frustradas e muito pouco sucesso. Aos poucos e poucos lá vou conseguindo fotografias 1 centímetro mais perto e mais perto, mas nenhuma fotografia sai como eu gostaria. Horas "perdidas" no campo à procura deles carregado com a máquina, o abrigo e o tripé, muita coragem e vontade, mas muito pouca sorte. Ultimamente as aves não querem nada comigo. Se vou de carro fogem quando ainda estou a 30 metros delas, com o abrigo gozam comigo e ficam atrás do abrigo e não à frente (entre mim e o sol), chamamentos também não resultam e colocar comida também não tem levado a nada (aparecem quando eu não estou). A minha sorte com as aves este ano é zero, algo a que já me habituei e nem fico chateado, limito-me a dizer: "são sempre a mesma coisa" e sigo caminho.     Os abelharucos fogem-me há alguns anos, mas aqui para os lados do Alentejo parece ser mais fácil observá-los, mas e fotografá-los? Nada disso, isto é enorme!!! É difícil descobrir onde vão estar amanha e ninhos? Nem vê-los. A maioria das propriedades é privada, maioria? Disparate! São todas!!!...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Musaranho-de-dentes-brancos

O musaranho-de-dentes-brancos, Crocidura russula, é um avido caçador e incansável, pois tem de ingerir diariamente uma quantidade de alimento equivalente ao seu peso. Atinge os 9 cm de comprimento e a cauda chega a ter 5 cm. As orelhas são grandes e visíveis, e apresenta os dentes brancos, como o nome comum indica. Encontram-se habitualmente em terrenos secos e soalheiros, tal como em pradarias, jardins e parques. São animais solitários e escavam as suas galerias ou aproveitam as de outros roedores ou as das toupeiras. Alimentam-se de insetos, aranhas, centopeias, minhocas, caracóis e por vezes carne putrefacta. Os exemplares aqui fotografados foram “recolhidos” durante a saída de campo de Técnicas de Amostragem de Fauna do Mestrado em Biologia da Conservação, onde foram demonstradas técnicas de captura de micromamíferos, foram recolhidos vários dados anatómicos dos exemplares capturas e depois foram libertados no local onde foram capturados. Para muitas pessoas estas situações são “cruéis” no entanto, são necessárias para se determinar diversos aspetos dos locais e das próprias populações de micromamíferos existentes. O manuseamento é então fundamental, pois observações...